sábado, 12 de setembro de 2009

Reflexão: Sentimentos negativos

Imagem: WEB
Montagem: Josselene
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Um dia, um menino chegou da escola muito irritado. Ele contou para o pai que tinha brigado com os colegas e que estava com muita raiva dos amigos. Ele parecia mesmo transtornado pela raiva, como se quisesse bater em todo mundo que encontrasse pela frente.

Pacientemente, o pai perguntou se ele queria se livrar dessa raiva. O menino disse que sim. Aí, o pai propôs:
- Sabe aquele lençol branco que está ali no varal?
- Sei...
- Você vai pegar pedaços de carvão que estão nesse saco aqui e jogar no lençol... Jogar toda sua raiva sujando o lençol.
- E vou me sentir melhor?
- Vamos ver, disse o pai.
O menino foi jogando os pedaços de carvão e, quando acabou, estava imundo. Com as mãos, os braços e a roupa negros de carvão. O menino ficou olhando o lençol sujo e depois olhou para ele mesmo, imundo.
O pai disse então:
- Você viu o que você fez com a sua raiva?
- Você a jogou toda contra o lençol, mas ela também voltou para você. O lençol está preto de carvão e você também está preto de carvão. É como se fosse a sua raiva indo e voltando.
O menino ficou calado olhando para o lençol sujo e para ele mesmo.


Conclusão:
Se você conseguir se lembrar dessa historinha quando sentir raiva, ódio, mágoa, rancor, pense que todos esses sentimentos negativos atingem, principalmente, o seu coração, mancham o seu espírito, trazem tristeza e até doenças. O melhor é deixar passar, relevar, perdoar e seguir adiante.




Fonte: Texto "Sentimentos negativos" de Alessandra Chastel.






Paz pela paz - Nando Cordel

Imagem: WEB



Hoje, tive o privilégio de assistir, em um dos meus locais de trabalho, a uma aula de LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), bastante participativa, com a professora Vera França. Um de seus momentos mais bonitos foi o aprendizado desta música. Emocionei-me ao ver os ouvintes e não-ouvintes, todos unidos, a cantarem, nas duas línguas, esta canção cuja bela mensagem compartilho com vocês. Vejamos?


A paz do mundo
Começa em mim
Se eu tenho amor,
Com certeza sou feliz
Se eu faço o bem ao meu irmão,
Tenho a grandeza dentro do meu coração
Chegou a hora da gente construir a paz
Ninguém suporta mais o desamor

Paz pela paz - pelas crianças
Paz pela paz - pelas florestas
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

(repetir a 1ª estrofe)

Paz pela paz - pro mundo novo
Paz pela paz - a esperança
Paz pela paz - pela coragem de mudar.
Paz pela paz - pela justiça
Paz pela paz - a liberdade
Paz pela paz - pela beleza de te amar.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Sorriso nos labios

Montagem: Josselene
Foto: Maria Luíza


"Quem quiser vencer na vida
deve fazer como os seus sábios:
mesmo com a alma partida,
ter um sorriso nos lábios."


Dinamor

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

187º ano da Independência do Brasil

Foto: Valdenice Nascimento
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Neste 07.09.09, comemoramos o 187º ano da Independência do Brasil. Com a célebre frase: “Independência ou morte”, o príncipe português e futuro imperador do Brasil, D. Pedro I, tomou a corajosa e necessária iniciativa de separar o Brasil de Portugal, em 07.09.1822, rompendo com a sua família e o seu país de origem. Este é um dos fatos históricos mais importantes para os brasileiros. Ele marcou o fim do domínio português e a conquista - em termos - da autonomia política. É uma data em que aflora o patriotismo de seu povo.

E por falar em patriotismo, tenho observado que, nas últimas décadas, as novas gerações não têm valorizado, tanto quanto deveriam, a nossa pátria. Isso não é bom e me fez lembrar de uma citação do poeta Carlos Drummond de Andrade: “Só poderemos ser universais na medida em que formos nacionais”.

Creio que a globalização, a cultural supervalorização do estrangeiro e a decepção com alguns políticos sejam, entre outras causas, as principais responsáveis por esse comportamento quase antipatriota. Aliado a isto, o fato de algumas escolas não mais priorizarem o estudo dos símbolos nacionais e muito menos promoverem as tradicionais manifestações de patriotismo como o hasteamento solene da Bandeira Nacional (ocasião em que se aprende o Hino Nacional) - que caiu em desuso com a redemocratização - e a participação nas comemorações do Dia da Independência. Prova disso é o reduzido número de estabelecimentos de ensino e alunos que tomam parte nos desfiles cívicos, resultando na perda da identidade nacional. O ideal seria o resgate desses costumes. A responsabilidade não cabe unicamente à escola, mas também aos pais.

Com relação à independência, somos, de fato, independentes?
Penso que um país pode ser considerado independente quando seus cidadãos têm liberdade de agir, ir, vir, se expressar, fruir de seus direitos e ocupar espaços na sociedade, com responsabilidade, até o ponto de não comprometer o poder legítimo dos demais integrantes do corpo social.

Por mais que tenhamos avançado e conquistado autonomia, precisamos admitir que o Brasil ainda não alcançou sua independência plena – como acontece com a grande maioria das nações -, pois nos livramos do antigo imperialismo inglês (Para ser reconhecido oficialmente, o Brasil teve que pagar uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas a Portugal. Naquele momento, iniciou-se o processo de endividamento externo. A quantia foi conseguida na Grã-Bretanha) para nos submetermos ao atual imperialismo americano – sem comentários!
A liberdade de ir e vir está seriamente comprometida pela violência e pela insegurança que crescem a cada dia. Muitos governantes acham que a solução é investir em presídios e aumentar o contingente policial. Penso que isto jamais resolverá estes problemas, até porque as nossas leis são flexíveis e os foras-da-lei acabam ficando fora das leis e, consequentemente, em liberdade para continuarem a praticar os seus crimes. Seria mais inteligente e eficaz aplicar dinheiro na formação do ser humano, no resgate de valores éticos e morais, na sua educação e em programas ou projetos que lhes ofereçam uma ocupação - a oportunidade de um trabalho digno.

Hoje, assistindo pela TV, ao Desfile do 7 de Setembro, tive o prazer de ver um de meus sobrinhos desfilando no grupo de atiradores do Tiro de Guerra 07 – 010. Olhando aquele belo e altivo jovem, me dei conta da relevância do Exército Nacional na formação da juventude brasileira. Em suas unidades, eles além de receberem educação marcial, aprendem os direitos, os deveres, os limites, o amor pela pátria, a disciplina, o respeito e a solidariedade, entre tantos outros ensinamentos.

Por isso reitero a necessidade da formação do cidadão. Um velho ditado diz que “Só damos o que temos”. Então, como podemos esperar que pessoas sem formação alguma ajam de acordo com os ditames de uma sociedade?
Por fim, que, num futuro próximo, a população brasileira possa comemorar a Independência do Brasil em pleno clima de paz, harmonia, segurança e com amor à pátria.
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domingo, 6 de setembro de 2009

Onde tu moras?

Imagem: WEB

"Um homem está não onde mora, mas onde ama."


Ditado italiano

sábado, 5 de setembro de 2009

Brasil x Argentina: o retorno ao Gigante de Arroyito

Estádio Gigante de Arroyito,
na cidade de Rosario, Argentina.

As seleções do Brasil e da Argentina, há exatos 31 anos, entravam em campo, no estádio Gigante de Arroyito, na cidade de Rosario, Argentina. Naquela ocasião, realizava-se um duelo de favoritos pela Copa do Mundo de 1978. O jogo não era eliminatório, mas era decisivo no grupo 2 da semifinal do Mundial. O resultado foi 0 a 0. Sem dúvida, um confronto frustrante. O interessante é que, três anos antes (16.08.1975), em jogo pela Copa América, os brasileiros obtiveram uma vitória de 1 a 0 sobre os argentinos. Danival, meia do Atlético, fez o gol de vantagem. Portanto, mesmo tendo jogado na "casa dos adversários", o Brasil está invicto em Rosario.

Hoje, 05.09.09, sob o comando dos técnicos Dunga e Maradona, as duas seleções se reencontram pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2010. Torcemos para que seja um jogo admirável - quem dera - decidido num lance de genialidade e digno de duas grandes seleções que têm capacidade de mostrar para o mundo o seu futebol-arte.

Na história de disputas entre as duas seleções temos: 96 jogos, 36 vitórias brasileiras, 33 argentinas e 23 empates. Em copas do mundo, foram quatro confrontos: duas vitórias brasileiras (1974, 1982), uma argentina (1990) e um empate (1978).

A Seleção Brasileira está no hotel Holliday Inn, de Rosario, enquanto que a Seleção Argentina está hospedada no Hotel Ross Tower - separadas por apenas dez quadras.


Ficha Técnica do Jogo

BRASIL X ARGENTINA

Local: Estádio Gigante de Arroyito, em Rosario (Argentina).
Horário: 21h30 (de Brasília).
Árbitro: Oscar Ruiz (Colômbia).




Bandeira do Brasil



BRASIL
Júlio César; Maicon, Lúcio, Luisão e André Santos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Ramires) e Luís Fabiano (Adriano).
Técnico:
Dunga.



Bandeira da Argentina



ARGENTINA
Andújar; Javier Zanetti, Otamendi, Sebá e Heinze; Mascherano, Maxi Rodríguez (Agüero), Verón e Dátolo; Messi e Tevez (Milito) .
Técnico:
Maradona.
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sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Será o fim do mundo?


Dona Cristina acena em nossa última viagem juntas.Foto: arquivo pessoal
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A morte é inevitável, pois faz parte da vida. Todos nós, ao longo da existência, precisamos aprender a aceitá-la - embora não seja uma tarefa fácil. Toda e qualquer perda é difícil de superar, mas nenhuma delas é tão dolorosa quanto a morte de uma mãe. Ela provoca um vazio irreparável, afinal, é impossível substituir o ser que nos gerou, alimentou, protegeu e educou.

Por mais que sejamos maduros, esclarecidos e auto-suficientes, não estamos preparados para ficarmos órfãos. É terrível imaginar que jamais veremos aquela pessoa novamente.

No domingo passado, recebi com tristeza a notícia do falecimento de uma amiga e antiga companheira de caminhada: Maria Cristina dos Santos.

Conheci Dona Cristina na Estação das Artes. Por vários meses fizemos nossas atividades físicas naquele local. A princípio, ela me chamou a atenção porque sempre caminhava sozinha, como eu. A nossa aproximação aconteceu de modo natural. Conversávamos bastante e acabamos descobrindo que alguns membros de nossas famílias tinham laços de amizade. A partir daí, também, nos tornamos amigas. Chegamos até a viajar juntas em excursões de turismo religioso. Eu admirava, principalmente, o seu amor pela vida e o orgulho, que demonstrava sentir, ao referir-se aos filhos que Deus lhe deu. Era um privilégio escutar os seus ensinamentos e sábios conselhos, embasados em sete décadas de experiência. Seu alto astral, sua simpatia, sua firmeza de caráter e a sua franqueza no trato com as pessoas – coisa rara em um mundo no qual a hipocrisia e a falsidade imperam – eram invejáveis.

Fui velar seu corpo, mas não tive coragem de me despedir. Fiquei, a uma pequena distância, apenas contemplando o seu último leito e orando por sua alma.

Na volta para casa, vinha refletindo e lembrando que, quando as pessoas amadas partem, na verdade, somente nos privamos de sua presença física. Creio que o espírito permanece vivo, para sempre, a interceder por nós. As recordações dos momentos compartilhados continuarão existindo, cada vez mais fortes, pois elas estão gravadas nas mentes de todas as pessoas com as quais nos relacionamos. Nossos entes queridos, certamente, já incorporaram nossos preceitos. Neste caso específico, por exemplo, haverá situações em que os filhos dirão: se mamãe estivesse aqui agiria assim... Ou diria tal coisa... Isto acontecerá, naturalmente, porque eles já identificaram e aprenderam os princípios morais e éticos que ninguém melhor que uma mãe é capaz de ensinar.

Portanto, a minha amiga não será uma simples lembrança, pois está dentro de cada um de nós, que tivemos o prazer de conhecê-la ou de conviver com ela. Embora o desconhecimento do mistério transcendental da morte nos impeça de aceitar, facilmente, uma perda desta envergadura, a fé nos dá forças para, paulatinamente, irmos reconhecendo que a vida é uma passagem curta e, por isso mesmo, deve ser vivida como Dona Cristina viveu: intensamente.



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