segunda-feira, 13 de abril de 2009

100 Anos do Hino Nacional Brasileiro

Imagem: Pintura de Rodval Matias


Hoje,13 de abril, é o dia do Hino Nacional Brasileiro - que completa 100 anos.

Para The Guardian, ele é “o mais alegre, o mais animado, o mais melodioso e o mais encantador do planeta” - e eu assino embaixo!

De acordo com a história, após a Proclamação da República em 1889, um concurso foi realizado para escolher um novo Hino Nacional. A música vencedora, entretanto, foi hostilizada pelo público e pelo próprio Marechal Deodoro da Fonseca. Esta composição ("Liberdade, liberdade! Abre as asas sobre nós!...") seria oficializada como Hino da Proclamação da República do Brasil, e a música original, de Francisco Manuel da Silva, continuou como hino oficial. Somente em 1906 foi realizado um novo concurso para a escolha da melhor letra que se adaptasse ao hino, e o poema declarado vencedor foi o de Joaquim Osório Duque Estrada, em 1909.

Após passar por onze alterações, o poema de Joaquim Osório, em versos decassílabos, foi oficializado como letra do Hino Nacional Brasileiro por meio do Decreto nº 15.671, do presidente Epitácio Pessoa, em 6 de setembro de 1922, véspera do Centenário da Independência do Brasil.

Leia, abaixo, a "tradução" dos versos "incompreensíveis" deste hino, com definições dos Dicionários "Aurélio da Língua Portuguesa" e "Houaiss".

Hino Nacional Brasileiro

I

Às margens plácidas (mansas) do (Riacho) Ipiranga, ouviram o brado retumbante (impetuoso, forte) de um povo heróico,
e, nesse instante, o sol da liberdade brilhou
em raios fúlgidos (resplandecentes) no céu da Pátria.

Se conseguimos conquistar com braço forte
o penhor (compromisso, a garantia) dessa igualdade
o nosso peito desafia a própria morte, em teu seio, ó liberdade.
Salve! Salve!
Ó Pátria amada
Idolatrada.

Brasil, um sonho intenso,
um raio vívido (ardente)
de amor e de esperança à terra desce,
se a imagem do Cruzeiro (Constelação austral, característica de nosso hemisfério) resplandece
em teu formoso céu risonho e límpido (limpo).

Gigante pela própria natureza,
és belo, és forte, (és) impávido (destemido)
colosso (de enormes dimensões),
e essa grandeza espelha o teu futuro.

Brasil, ó Pátria amada,
és tu, terra adorada, entre outras mil!
Brasil, Pátria amada,
és mãe gentil dos filhos deste solo!

II

Deitado eternamente em berço esplêndido (deslumbrante, cheio de riqueza),
Ao som do mar e à luz do céu profundo,
Fulguras (cintilas), ó Brasil, florão (preciosidade) da América,
Iluminado ao sol do Novo Mundo!

Teus risonhos(e) lindos campos têm mais flores do
que a terra mais garrida (mais alegre, faceira).
No teu seio, nossos bosques têm mais vida, e nossa
vida (tem) mais amores.

Brasil, o lábaro estrelado (a bandeira com as estrelas),
que ostentas (exibes com orgulho)
seja símbolo de amor eterno
e o verde-louro desta flâmula
(verde e amarelo desta bandeira) diga:
- Paz no futuro e glória no passado.

Mas, se ergues a clava forte (arma pesada) da justiça,
Verás que um filho teu não foge à luta,
(verás que) quem te adora, não teme a própria morte.

Brasil, ó Pátria amada,
és tu, terra adorada entre outras mil.
Brasil, Pátria amada,
és mãe gentil dos filhos deste solo.
Fonte: Texto de Micaldas Corrêa retirado da "Cartilha da Mocidade", de sua autoria.

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3 comentários:

Anônimo disse...

Assisti Dom Paulo Evaristo Arns, dizer certa feita, que realizou mais de 80 viagens ao exterior, conhecendo 23 países. E sempre voltava mais brasileiro. Lindo exemplo.
Sou paixonado pela Bandeira Nacional e pelo Hino Nacional brasileiro. E,claro, pelo Brasil.
De coração. Lamento que esse sentimento só seja exaltado pela maioria dos brasileiros, durante os jogos da copa(Mundial).
Parabéns, Selene, por nos proporcionar mais essa emoção.
Valeu.
Seu amigo Bino.

Anônimo disse...

Concordo com o amigo aí ao lado: uma pena que o Hino Nacional só seja cantado, por todos, em estádios de futebol. Perdeu-se a tradição dos colégios e eventos públicos onde o mais importante era a execução do nosso Hino. Bom você trazer a história para nós.
Beijos!

Josselene Marques disse...

Olá, meu cunhado-irmão:

Também sou apaixonada pelos símbolos da nossa pátria. Aprendi amar o país com meus pais e professores.
Na minha infância, todas as quintas-feiras, cantávamos o Hino Nacional. Ficávamos hirtos. Nada podia tirar nossa atenção. O respeito era profundo. Sabíamos a letra de cor e salteado - coisa que não acontece com os nossos alunos, atualmente.
Lembro-me que, em um desses dias, um colega desmaiou durante a execução do Hino. Fora para a escola sem alimentar-se. Ninguém sequer mexeu-se, para ajudá-lo, em respeito ao Hino. Felizmente, já estávamos na segunda parte e, logo em seguida, ele foi socorrido. Jamais esqueci esse episódio.

Volte sempre! Obrigada, irmão!

Anônimo:

É verdade. Hoje, raramente, ele é cantado. A maioria das escolas esqueceu essa "tradição". Por isso, alguns passam vergonha em jogos ou solenidades pelo mundo afora.

Obrigada e volte sempre!