quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Imaginação, Ciência e Sonho

Imagem: WEB


“A imaginação é mais importante que a ciência, porque a ciência é limitada, ao passo que a imaginação abrange o mundo inteiro”.

Albert Einstein
(1879 — 1955) - foi um físico alemão, radicado nos Estados Unidos, famoso por ter desenvolvido a Teoria da Relatividade que possibilitou o desenvolvimento da energia atômica, apesar de seu estudo teórico não prever tal possibilidade.


A imaginação é o dom mais elevado do ser humano. Quando a usamos, transformamos o que vemos em algo novo e estabelecemos uma conexão com a subjetividade da atividade criadora, pois expressamos o conhecimento através de símbolos e mitos. Construímos o mundo e a nós mesmos ao compormos uma música, ao redigirmos um poema, um texto ou ao realizarmos qualquer tarefa que implique em criação. A imaginação também nos dá o poder de transformar o mundo, em que vivemos, e nos estimula a buscar o autoconhecimento. Não existe limite de tempo e muito menos de espaço para a imaginação. Então, que tal usá-la para tentarmos consertar os estragos deste mundo? Utopia? Que nada! Sonhos podem ser transformados em realidade, desde que não se sonhe sozinho... É claro! Ponhamos mãos à obra!
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terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Índia x Brasil: semelhanças e diferenças


Imagens: WEB - Montagem: Selene


Atualmente, a Índia está em evidência no Brasil. Isto se deve à veiculação de uma novela, em horário nobre, por um dos canais de televisão de maior audiência em nosso país. O tema abordado é a intocabilidade entre os integrantes das castas e os sem-casta ou “intocáveis” que vivem à margem desse sistema de divisão social. Aproveito este espaço e sua companhia, caro (a) leitor (a), para juntos fazermos uma viagem à nação de Brahma e, desta forma, descobrirmos as diferenças e as semelhanças entre as culturas brasileira e indiana.


Assim como o Brasil, a Índia é um belo país, rico em tradições religiosas e culturais, belezas naturais e diversidade étnica. Esta última contribui para que ambos se enquadrem entre os mais desiguais do mundo. Neles riqueza e pobreza, progresso e atraso, erudição e analfabetismo caminham paralelamente. Mas as semelhanças não param por aí. Brasil e Índia têm uma vasta extensão territorial e ambos estão divididos em 27 unidades federativas. Em Mumbai – grande cidade industrial indiana – 40% de seus habitantes vivem em favelas miseráveis ou nas ruas. Situação equivalente temos em algumas áreas dos morros cariocas e na periferia de outras centenas de cidades brasileiras. Na Índia, podemos encontrar camelos e elefantes – preferencialmente, meios de transporte de castas inferiores – disputando espaço, no trânsito, com carros do último modelo. Da mesma forma que vemos, aqui, carros populares e de luxo transitando ao lado de carroças – veículos de tração animal.

Em minha pesquisa, algo, em especial, me surpreendeu: diferentemente do Brasil, na Índia, a pobreza não gera violência. Buscando a razão, descobri que o mérito é da religião: eles acreditam no eterno retorno das almas à vida e que podem ser acolhidos, inclusive, em animais. Daí a sua preocupação em evoluir, controlando certos impulsos, para não retornarem em condição ainda mais inferior.
No Brasil, vivemos em uma sociedade liberal onde qualquer pessoa pode ascender socialmente e economicamente através de riquezas acumuladas – é a livre iniciativa. Já na Índia, eles vivem em uma sociedade estática na qual trabalho e riqueza pouco influenciam na posição ocupada pelos cidadãos. Lá predomina o Sistema de Castas no qual a condição do indivíduo passa de pai para filho e estão predeterminados: profissão, hábitos alimentares, vestuário e até os pretendentes, para o casamento, são escolhidos pelos pais.

Embora tenha sido oficialmente extinto, há mais de 50 anos, o Sistema de Castas ainda faz parte da cultura indiana. Após a independência, apesar de várias leis criadas e da luta de Gandhi as castas subsistem. Sua origem está ligada à mitologia religiosa hindu. De acordo com a fabulosa história dos deuses, o deus supremo Brahma foi sacrificado e seu corpo dividido. As castas clássicas eram quatro e representavam seu corpo assim distribuído: da cabeça veio a casta mais elevada: os brâmanes (sacerdotes, filósofos, professores, astrólogos, yogis, gurus, eremitas, escritores, poetas e historiadores); dos braços, os xátrias (guerreiros e governantes); das pernas, os vaixas (agricultores, artesãos e comerciantes); dos pés, os sudras (escravos, servos, trabalhadores braçais e camponeses). Além das quatro castas principais, há um segmento da sociedade que vive à parte: os intocáveis, dalits, párias ou sem-casta. São vistos como “impuros” e não podem ser tocados pelas castas superiores. O grupo dos intocáveis agrega todos aqueles que violaram o sistema de castas ou infringiram alguma regra social. Neste sistema, quando uma pessoa é rebaixada, todos os seus descendentes também o são. Estrangeiros e imigrantes também fazem parte deste grupo e, como estão à margem da sociedade, ficam bastante vulneráveis. Os intocáveis jamais terão o direito de banhar-se no Rio Ganges – considerado sagrado. Eles realizam trabalhos considerados desprezíveis como limpeza de esgotos e, comumente, exercem as profissões de gari, coveiro, lavadeira e faxineiro. Comparo os sem-casta indianos aos brasileiros que pertencem às camadas mais baixas de nossa população e aos mendigos. Se refletirmos um pouquinho, constataremos que o tratamento que lhes é dado, pelas classes mais privilegiadas, não é muito diferente do dispensado na Índia, concorda?

As quatro castas clássicas deram origem a várias subdivisões e, atualmente, a Índia possui mais de três mil castas que são distribuídas entre uma população de 1,45 bilhão. O analfabetismo atinge 350 milhões de habitantes. Os números do Brasil são, proporcionalmente, bem menores: 14,1 milhões de analfabetos para 183,9 milhões de habitantes.

Inferi que apesar de existirem grandes diferenças sociais, em nossa pátria, temos todos liberdade de expressão, de crença, de escolher nossos governantes, a nossa profissão, o estilo de nos vestirmos, a nossa alimentação e a pessoa com quem queremos compartilhar a nossa vida. Enquanto que, entre os indianos, são poucos os que têm tais “privilégios”. Percebo que aqui o problema é social e econômico, mas há possibilidade de ascensão. Na Índia, é a religião que determina tudo e não há possibilidade de “promoção” de uma casta para outra, só de rebaixamento ou exclusão. A discriminação é pela origem – não importa se a pessoa é rica ou pobre, se é trabalhadora ou não. Igualmente ao Brasil, há leis contra essa discriminação racial, mas, na maioria dos casos, raramente são cumpridas.
Depois desta viagem cultural, não desmerecendo aquele país e com todo respeito à sua cultura milenar, afirmo: o Brasil, com todos os seus defeitos, é o melhor país do mundo. E é o meu país!
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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Poesia

Imagem: WEB


"Poesia é quando uma emoção encontra seu pensamento e o pensamento encontra palavras."


Robert Lee Frost (1874 -1963) - foi um dos mais importantes poetas americanos do século XX. Frost recebeu quatro prêmios Pulitzer.


Escrever versos não é difícil. Qualquer pessoa pode fazê-lo. Entretanto, escrever poesia é bem mais complicado, pois exige harmonia entre emoção e pensamento. Somente quando conseguimos realizar tal proeza, é que as palavras fluem e nos ajudam a eternizar o momento mágico do nosso pensar.
Sempre admirei o fato de o ser humano ser capaz de sincronizar escrita e pensamento. Isto por si só já é maravilhoso! Imagine você conseguir sentir e expressar, por escrito, a sua emoção; reproduzir, poeticamente, um recorte da natureza ou da realidade de um fato; ver de uma forma especial tudo quanto o rodeia. Isto é fazer poesia. Felizes e abençoados são os que têm este dom.
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domingo, 22 de fevereiro de 2009

O Problema da Verdade

Imagem: WEB


Segundo Bazarian[1], os critérios para decidirmos se algo é verdadeiro originam-se da autoridade, da evidência, da ausência de contradição, da prova e da utilidade. Há muitos outros conceitos filosóficos e não pretendo enveredar por eles, pois quero escrever um texto breve, leve e simples, porém, reflexivo. Todavia, não posso deixar de mencionar mais um critério, considerado pelos filósofos como o único, para se reconhecer a verdade: a sua verificabilidade. No positivismo lógico, ela é a principal característica das teorias científicas. É através dela que podemos comprovar, empiricamente, a exatidão das proposições.

Li Bazarian na primeira semana do meu curso de graduação. Hoje, depois de vários anos, algo me fez relembrá-lo e me pus a refletir... Gostaria que o (a) caro (a) leitor (a) me acompanhasse nesta reflexão.

Durante as discussões, em sala de aula, naquele período, descobri que a verdade é relativa, isto é, o que pode ser verdade para mim, pode não ser para você.
Mas como isto é possível?

Isto acontece porque o que consideramos verdade vai depender, primeiramente, do nosso ponto de vista, depois, da nossa vontade e, por último, do que é conveniente para nós. Em outras palavras, só acreditamos no que queremos acreditar, bem como só vemos o que queremos ver. E assim a humanidade vai caminhando e se iludindo...

Afinal, o que é, de fato, verdadeiro neste mundo?
Creio que, para início de conversa, precisamos saber o significado do vocábulo verdade. Segundo o conceituado dicionário Aurélio – um de meus amigos mais verdadeiros –, verdade é tudo que está em conformidade com o real. É exatidão, franqueza, sinceridade; coisa verdadeira ou certa; a representação fiel de alguma coisa da natureza e, inclusive, caráter.

Se tomarmos como base as diferentes acepções acima, suspeitaremos que a verdade, infelizmente, esteja em extinção. Devido às releituras e aos interesses particulares ou escusos, quase tudo é alterado, perdendo, consequentemente, a exatidão e a fidelidade. Cito como exemplo, a própria história das civilizações, que está repleta de inverdades e deturpações. No convívio social – e até no familiar – nem sempre podemos dizer a verdade para não magoarmos, afrontarmos ou sermos alvos de represálias. Neste caso, onde ficam a franqueza e a sinceridade nas relações pessoais?

Como podemos observar, há sempre uma razão – aceitável ou não – para assumirmos posturas ou optarmos por procedimentos que não privilegiam a verdade. Mas quando o problema da verdade está diretamente relacionado ao caráter é preocupante. Há um grande número de pessoas que faltam com a verdade por hábito, por prazer e por muitos outros motivos que a psicologia pode explicar. Elas estão tão acostumadas, a assim proceder, que mentem de forma deslavada, muitas vezes, subestimando a inteligência das pessoas de seu convívio. Aqui, realmente, temos um problema verdadeiro e que carece de solução.

Deixarei a inferência por sua conta e discernimento, mas vou dar a deixa: se as pessoas fazem o mundo e, em sua maioria e por diferentes motivos, deixam de ser verdadeiras, estaremos todos condenados a viver em um mundo irreal, de fantasias – para não dizer de mentiras! E, por fim, o que podemos fazer para a verdade ser prioridade em nossas vidas?


[1]BAZARIAN, Jacob. O Problema da Verdade


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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Carnaval


Arte de Selene
CARNAVAL

Algo sem nexo
Folia programada
Onde reinam o sexo
E a alegria forjada.
Dura três dias
E já na quarta-feira
A realidade está à beira
Alô ao trabalho, adeus às orgias.

Juntar as cinzas apagadas,
Guardar as fantasias surradas,
Para a próxima ocasião,

Sarar da bebida
E encarar a vida
É o que resta ao folião.

Antes de qualquer coisa, quero deixar claro que respeito a todos aqueles que apreciam o carnaval e, consequentemente, não comungam com o meu pensar, pois cada um deve dispor de sua liberdade da forma que puder e bem entender - desde que não prejudique ninguém.

Escrevi os versos acima na adolescência. Tinha exatamente l4 anos. Lá vai tempo! De lá para cá, amadureci bastante, reformulei muitos conceitos e superei outros tantos preconceitos. Todavia, em relação ao carnaval, a minha opinião pouco mudou. Entendo e considero a questão cultural e a sua importância na vida de algumas pessoas - principalmente, aquelas que trabalham o ano inteiro para adquirir uma fantasia e viver alguns breves momentos de sonho. Por outro lado, censuro aqueles que abusam da liberdade e da bebida e põem em risco a própria vida e as vidas de outras pessoas. À exceção disto, quem tiver condição e disposição é “só correr para o abraço”... Nada contra! Para mim, carnaval significa tempo livre e cada um deve preenchê-lo a seu bel-prazer.

A título de informação, um pouquinho da história do carnaval para você que me honra com sua visita:

A história do carnaval pode ser dividida em quatro períodos: o Originário (4.000 anos a.C. ao século VII a.C.), o Pagão (do século VII a.C. ao século VI d.C.), o Cristão ( do século VI d.C. ao século XVIII d.C.) e o Contemporâneo (do século XVIII d.C. ao século XXI).

O carnaval é considerado uma das festas populares mais animadas e representativas do mundo. Contudo, há controvérsias em relação à sua origem. Mas há um ponto no qual todos concordam: esta festa está associada a fenômenos astronômicos e a ciclos naturais.

Alguns afirmam que o carnaval teve início há dez mil anos antes de Cristo. Naquela época, no período do verão, pessoas mascaradas e pintadas se reuniam para espantar os demônios da má colheita.

Outros dão conta de que o carnaval teve origem nas festas egípcias, que homenageavam a deusa Isis e o Touro Apis, ou nas festas gregas: Lupercais (em honra ao deus Luperco ou Pã, para assegurar a fertilidade) e Saturnais (em honra a Saturno) em celebração à volta da primavera, que simbolizava o Renascer da Natureza.

O carnaval, que celebramos nos dias de hoje, no Brasil, teve origem no entrudo português, que acontecia antes da Quaresma e tinha um sentido de liberdade, como acontece atualmente. É festejado, tradicionalmente, no sábado, domingo, segunda e terça-feira anteriores aos quarenta dias que vão da Quarta-feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa.

No passado, as pessoas jogavam água, ovos e farinha umas nas outras. No presente, ele se caracteriza por divertimentos públicos (troças e blocos de rua, por exemplo), festas, manifestações folclóricas e bailes de máscaras.

Além de Portugal, outros países europeus também promovem o carnaval, entre eles, França (Paris e Nice), Itália (Veneza, Nápoles e Florença) e Alemanha (Munique).

Os carnavais tradicionais tinham, e alguns ainda têm, Maracatu, papangus, Corso, confete, serpentina, água com limão e bisnagas perfumadas (os proibidos lança-perfumes), marchas, carros alegóricos, blocos, bailes, escolas de samba e samba.

Em relação à etimologia, também não há consenso. Há quem defenda que o termo carnaval deriva de Carne vale! (Adeus carne!) ou de carne levamen (supressão da carne). Relação feita com o início da Quaresma – período de reflexão espiritual e de privação de certos alimentos, dentre eles, a carne. Há, ainda, uma outra interpretação: carnaval derivaria de currus navalis - expressão anterior ao Cristianismo e que significa carro naval. Ela baseia-se nas diversões próprias do começo da primavera, com cortejos marítimos ou carros alegóricos em forma de barco (com homens e mulheres nus), tanto na Grécia como em Roma.

Além do carnaval tradicional, deste período, alguns estados brasileiros promovem, em épocas diferentes, festas carnavalescas que recebem outras denominações: Micareta (principalmente em Salvador, BA) , Fortal (em Fortaleza, CE), Carnatal (em Natal, RN), Micaroa (João Pessoa, PB), Micarande (em Campina Grande, PB), Carnaval Fest (em Maceió, AL) e o Micarú (em Recife, PE).

Aproveito a oportunidade para desejar um feliz período de carnaval para todos. Que tudo corra bem.
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Você vive ou apenas existe?



Imagens: WEB - Montagem: Selene

Viver e existir têm significados bem diferentes. A seguir, tentarei diferenciar ambos. Vamos lá?

Viver é ser.
Existir é estar.
Viver é ser dinâmico e pleno.
Existir é ser estático e restrito.
Viver é buscar a verdade absoluta.
Existir é aceitar meias verdades e/ou mentiras.
Viver é construir a própria vida.
Existir é passar pela vida.
Viver é realizar sonhos e projetos.
Existir é viver de sonhos.
Viver é ser autêntico.
Existir é ser convencional.
Viver é crer que o bem pode superar o mal.
Existir é sequer ter ânimo para a luta.
Viver é expor-se a riscos.
Existir é deixar-se intimidar.
Viver é ampliar horizontes.
Existir é acomodar-se.
Viver é errar, para conhecer-se, e evoluir.
Existir é ser sempre fiel aos ditames, sem questioná-los.
Viver é lutar pelo que se quer.
Existir é permitir que escolham por nós.
Viver é amar intensamente, servir, doar-se.
Existir é contentar-se com migalhas e optar pelo comodismo.
Viver é aproveitar cada momento, como se fosse o último.
Existir é deixar tudo para depois.
Viver é ser reconhecido por seus méritos.
Existir é passar despercebido.
Indubitavelmente, o ideal do ser humano é viver. Ele nasce para isso.
Só não podemos negar que, para viver, é preciso existir. 

Copyright © 2009 – Josselene Marques
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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Mais uma definição do blog Meu Horizonte - Expressão


Imagem: WEB

É a exteriorização das coisas que redijo
Consequência do que penso,
Fruto do que sinto,
Ensinamentos que compartilho,
Fatos que descubro
De pessoas, lugares e coisas que encontro,
De experiências que vivo,
Algo que almejo

E não consigo,
Esperanças que deposito
E não me previno.
De uma coisa sei:
Expressão é o resultado

Do que aprendo e aprendi.


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